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Flores ao mar: naufrágios brasileiros na Segunda Guerra Mundial


Odyr Buarque de Gusmão
Contra-Almirante (Refo) da Marinha do Brasil

BARRETO NETO, Raul Coelho. Flores ao mar: naufrágios brasileiros na Segunda Guerra Mundial. Salvador: 2006, 276 páginas, ilustrado.

Melhor título não poderia ter sido escolhido que Flores ao Mar. Ele representa uma tradicional cerimônia, cultuada em todas Marinhas, para homenagear com pompa e circunstância seus mortos sepultados na solidão dos oceanos. É uma maneira nobre de reverenciar os que pereceram no mar, notadamente em operações de guerra, na defesa da soberania de seus países. Torna-se necessário sempre relembrá-los, pois em túmulos de marinheiros não florescem rosas.

Raul Coelho Barreto Neto, de uma nova geração de idealistas, de estirpe marinheira, desde pequeno encantou-se com as tradições da Marinha de seu País. Guardou para si, no recôndito de sua alma e pensamentos, o sonho de tudo desabrochar um dia, colocar em palavras a sublime experiência de seu avô, náufrago da Corveta Camaquã. E assim o fez e nos brinda com Flores ao Mar – narrativa da guerra no Atlântico Sul em que se destacam inúmeros autênticos depoimentos de oficiais e praças que viveram os marcantes acontecimentos ocorridos nas águas verdes-azuis e, por vezes, traiçoeiras, do oceano que banha a abençoada costa brasileira.

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