A Revista NAVIGATOR é dirigida a professores, pesquisadores e alunos de História e tem como propósito
promover e incentivar o debate e a pesquisa sobre temas de História Marítima no meio acadêmico.

 




        

Apresentação do Dossiê

Leandro José Clemente Gonçalves
Professor EBTT do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo – Campus Votuporanga. Doutor em História pela UNESP-Franca.



O presente dossiê, referente ao sesquicentenário do final da Guerra da Tríplice Aliança, é de suma importância por trazer à tona reflexões inovadoras acerca daquele conflito numa tão importante efeméride. As preocupações centrais aqui foram preservar o rigor científico e a diversidade historiográfica. Para tanto, este dossiê conta com a presença de historiadores(as) independentes ou ligados às mais diversas instituições de ensino superior no Brasil e no exterior, e juristas, tratando de temas os mais variados, como tática, estratégia, logística, direito internacional, antropologia, historiografia, tecnologia (naval e terrestre, civil ou de emprego mais propriamente militar).

Os dois primeiros artigos tratam do mesmo tema (o combate do Passo Guarayo, ou expedição de Manduvirá-Yhagui), de Aldeir Faxina, pesquisador autônomo dedicado ao estudo da Guerra da Tríplice Aliança, e Luis Fernando Furlan, professor do Liceo Naval Militar “Almirante Guillermo Brown” e da Universidad de Ciencias Empresariales y Sociales (UCES), nos mostram como um mesmo episódio, revelador da coragem extrema e da engenhosidade de paraguaios e brasileiros, pode receber tratamentos diversos por diferentes pesquisadores. O artigo seguinte, compondo, aproximadamente, um bloco com os dois anteriores, por focar também em questões de ordem mais relativa ao combate naval/fluvial, escrito a quatro mãos pelos historiadores Eduardo Nakayama e Jaime Grau Paolini, nos apresenta as últimas operações da Marinha paraguaia na guerra a partir da recuperação do Paraguarí, nave adaptada pela Marinha paraguaia para o conflito de 1864-1870, presente na célebre Batalha do Riachuelo, na qual foi danificada, sendo posteriormente recuperada pelos paraguaios e recolocada em serviço até 1869, quando foi finalmente afundada para que não caísse em mãos brasileiras. Um artigo especialmente interessante por nos revelar como as autoridades políticas contemporâneas podem ser descuidadas e/ou desinteressadas com a sorte ou a preservação do patrimônio histórico...

(Veja o artigo na íntegra na versão PDF)