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“Fazer navio, e o melhor possível”: a sistematização da construção naval no Livro da Fabrica das Naus (c. 1580), de Fernando Oliveira
“Fazer navio, e o melhor possível”: the systematization of shipbuilding in the Livro da Fabrica das Naus (c. 1580) by Fernando Oliveira


Amanda Cieslak Kapp
Doutora em História pela Universidade Federal do Paraná. Dedica suas pesquisas à primeira modernidade, notadamente ao humanismo ibérico e à produção cosmográfica e historiográfica. É professora no Unibrasil Centro Universitário.



RESUMO

A intenção deste trabalho é analisar de que forma o conhecimento náutico no que tange à arquitetura naval foi sistematizado no Livro da Fabrica das Naus (c.1580), escrito pelo português Fernando Oliveira. O tratado, considerado a primeira produção teórica sobre a temática da Época Moderna, é produto de um contexto no qual verificaram-se esforços das coroas ibéricas em institucionalizar as atividades e saberes relacionados à expansão marítima. É resultado, igualmente, da formação humanista de seu autor, marcada pela retomada dos clássicos, seja a partir de uma relação de igualdade ou de superação, e pela valorização da experiência. Enseja-se examinar, partindo de tais caracterizações, como o tratado aliou premissas teóricas às demandas utilitaristas e práticas dos estaleiros e ribeiras.

PALAVRAS-CHAVE: Tratados náuticos; arquitetura naval; humanismo prático

(Veja o artigo na íntegra na versão PDF)

ABSTRACT
The purpose of this paper is to analyze how nautical knowledge regarding naval architecture was systematized in the Livro da Fabrica das Naus (c.1580), written by Portuguese Fernando Oliveira. The treaty considered the first theoretical production on the theme in the Modern Era, which is the product of a context in which efforts were made by the Iberian Crowns to institutionalize activities and knowledge related to maritime expansion. It is also the result of the humanist formation of its author, marked by the resumption of the Classics, whether from a relationship of equality or overcoming, and the appreciation of experience. It is possible to examine, starting from such characterizations, how the treaty combined theoretical premises with utilitarian demands and practices of shipyards.

KEYWORDS: Nautical treaties; naval architecture; practical humanism