A Revista NAVIGATOR é dirigida a professores, pesquisadores e alunos de História e tem como propósito promover e incentivar o debate e a pesquisa sobre temas de História Marítima no meio acadêmico.







Apresentação do Dossiê

André Fertig
Doutor em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e professor do Departamento de História da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).


Compreender a história do Brasil nos Oitocentos tendo como pano de fundo o processo de construção do Estado nacional brasileiro é de fundamental importância para refletirmos sobre as raízes históricas de algumas características do Estado brasileiro até hoje. Partindo deste pressuposto, e na perspectiva de refletir sobre esta construção sob o olhar da história política e militar, a Revista Navigator apresenta ao público, em seu vigésimo sexto número, o dossiê “História marítima, naval e militar do Brasil nos Oitocentos: política, sociedade e historiografia”. Com tal objetivo, os sete artigos que compõem este dossiê contemplam temas e questões capitais acerca do papel das instituições militares no processo de construção do Estado e da Nação no Brasil do século XIX, tais como, as Forças Militares nas margens fronteiriças entre os Impérios português e espanhol, as instituições militares no contexto da Independência em Goiás, a Guarda Nacional em espaços fronteiriços como o Rio Grande do Sul, a preparação do Brasil para a Guerra do Paraguai e as transformações do pensamento militar pós-Guerra do Paraguai.


NEm “Governadores e generais: comunicação, inteligência e defesa no Rio Grande de São Pedro português”, Adriano Comissoli e Clarissa Prestes Medeiros Vianna abordam os oficiais militares no serviço de informações em uma capitania fronteiriça do Rio Grande do Sul no início do século XIX. Por meio da análi-se da correspondência do Governador e Capitão-General Marquês de Alegrete (1814-1818), tematizam a comunicação entre os poderes locais e o poder central do Império português, identificando o caráter militar da administração, o círculo restrito de interlocutores, as missões de diplomacia informal, bem como a impor-tância dos comandantes de fronteira nos assuntos bélicos em um território disputado entre os Impérios por-tuguês e espanhol.

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