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A influência norte-americana na Marinha brasileira e seus reflexos ao longo do século XX

Misael Henrique Silva do Amaral
Doutorando em História pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Mestre em História pelo Programa de Pós-Graduação em História, Política e Bens Culturais do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC – FGV). Especialista em História Militar Brasileira (UNIRIO) e em História do Rio de Janeiro (UFF). É Bacharel em Ciências Navais pela Escola Naval com habilitação em Mecânica e Bacharel em Teologia pela Faculdade Unida de Vitória (ES).


RESUMO
O presente artigo pretende demonstrar a influência norte-americana sobre a Marinha brasileira a partir da Missão Naval Americana de 1922, e como o pensamento naval estadunidense norteou a Esquadra do Brasil, sobretudo a partir da Segunda Guerra Mundial, onde a aliança militar entre os dois países se estreitou. Desse modo, busca-se apresentar como a nossa Marinha foi influenciada pelos EUA em diversos aspectos da atividade militar naval, como o estratégico, doutrinário e administrativo.

PALAVRAS-CHAVE: Missão Naval Americana; História Militar; estratégia naval

ABSTRACT
This article argues the American influence over the Brazilian Navy from the American Naval Mission in 1922, and as the American naval thinking guided the squad in Brazil, especially from the second, where the military alliance between the two World Wars countries has narrowed. Thus, we seek to show how our Navy was influenced by the United States on various aspects of naval military activity, such as strategic, doctrinal, administrative.

KEYWORDS: American Naval Mission; Military History; naval strategy

De acordo com Vidigal1 a Marinha do Brasil no decorrer de sua trajetória buscou inspiração na Marinha Britânica, a mais poderosa e importante força naval do período do século XIX até princípios do século XX, quando a partir do advento da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) se configurou a emergência de uma nova potência no cenário mundial – os Estados Unidos da América – e o prestígio de sua Marinha de Guerra, e essa nova realidade não passaria sem ser notada no continente americano. O autor salienta que já em 1914 a Marinha brasileira contrata oficiais norte-americanos para lecionarem na Escola Naval de Guerra, que fora recém-criada, e mais tarde chamada de Escola de Guerra Naval (EGN). Sendo que em dezembro de 1922 se instala e começa a funcionar a Missão Naval Americana, que marcaria o início de um longo período de relações entre a Marinha brasileira e norte-americana, com esta, orientando a organização administrativa, a instrução técnica, o treinamento do pessoal e a formulação doutrinária e estratégica da Marinha do Brasil.

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