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Antítese da Civilidade: Poder Naval, Pensamento Político e Guerra no Segundo Reinado (1850-1876)


Anderson de Rieti Santa Clara dos Santos

Graduado em História pela Universidade Estadual de Feira de Santana. Primeiro-tenente do Quadro Técnico. Serve na Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, onde é encarregado da Divisão de Arqueologia Subaquática do Departamento de História.


Alguns historiadores interessados em história militar têm feito balanços historiográficos acerca da renovação deste domínio, dissertando sobre os estudos que tratam de novos temas, com novas abordagens, além da revisita a objetos, sempre os comparando com a chamada “velha” história militar1. Portanto, a obra de Renato Restier Júnior, Antítese da Civilidade: Poder Naval, Pensamento Político e Guerra no Segundo Reinado (1850-1876), já se insere nesta realidade e muito em breve também será objeto de análise nestes balanços.
Nesta obra, Renato Restier Júnior faz uso de um conjunto de fontes e ao mesmo tempo tem propriedade sobre assuntos do expertise marinheiro que enriquecem a abordagem de um tema clássico na historiografia brasileira: os conflitos na região do Rio da Prata, o que envolve a Guerra do Paraguai. Dispondo dessas fontes (Relatórios dos ministros da Marinha, Anais da Câmara dos Deputados e do Senado e Atas do Conselho de Estado), o autor tenta dar substância a uma problemática que dá vida ao texto: uma sensibilidade – ou melhor, a falta de sensibilidade no âmbito de toda a sociedade acerca da necessidade de defesa do Brasil e a sua consequente projeção internacional.

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