A Revista NAVIGATOR é dirigida a professores, pesquisadores e alunos de História e tem como propósito promover e incentivar o debate e a pesquisa sobre temas de História Marítima no meio acadêmico.






Imprensa Militar no século XIX: um balanço preliminar


José Miguel Arias Neto
Professor de História Contemporânea. Universidade Estadual de Londrina. Professor do Programa de Pós-Graduação em História Social – UEL e Professor Visitante no Programa de Pós-Graduação História e Regiões – Universidade do Centro-Oeste do Paraná. Coordenador do Grupo de Pesquisa Estudos Culturais, Política e Mídia. Bolsista Produtividade 2 CNPq.


RESUMO
Este artigo narra a experiência da descoberta/construção da Imprensa Militar do século XIX como objeto de pesquisa, relaciona as suas principais publicações e procura discutir algumas possíveis abordagens teórico-metodológicas acerca desta temática. Especificamente trabalha-se com a Revista Marítima Brasileira publicada por oficiais da Marinha no período de 1851 a 1855.

PALAVRAS-CHAVE: Imprensa Militar, Política, Representações, Profissionalização Militar

ABSTRACT
This article recounts the experience of discovery and construction of 19th century military press as a research object; lists its major publications and discusses some possible approaches to this specific press. This study works specially with Brazilian Maritime Magazine published by naval officers in the period between 1851 and 1855.

KEYWORDS: Military Press, Politics, Representations, Military Professionalization

A CONSTRUÇÃO DE UM OBJETO

Este artigo se constitui, em parte, como relato da experiência da “descoberta” da imprensa militar, como objeto de pesquisa da Historiografia brasileira. Neste sentido, de antemão peço desculpas ao leitor por utilizar, em parte deste escrito, o relato em primeira pessoa. De fato, sempre utilizo o impessoal, quer por hábito, quer por temperamento, quer por estratégia linguística.

Por volta do ano de 2001 concluí minha tese de doutoramento acerca do evento que denomino hoje, por convicção teórica e política, de Revolução dos Marinheiros de 19102. Emprego o termo Revolução no sentido a ele conferido por Hannah Arendt como um momento da constituição de um espaço público, isto é, de um espaço de liberdade, a partir do qual os homens criam novas formas de governança e de autoridade3. Tratava-se do caso dos marinheiros de 1910 de constituição de um espaço onde fossem discutidas e solucionadas questões referentes à Marinha vinculadas à sua própria existência e identidade, por eles definida como cidadãos fardados.

(Veja o artigo na íntegra na versão PDF) artigo na íntegra na versão PDF)