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A Marinha brasileira no pós-guerra do Paraguai – uma análise a partir da imprensa militar


Luiza das Neves Gomes
Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – PPGH/UERJ.


RESUMO
Este artigo tem como objetivo analisar, através dos periódicos A Gazeta Naval (1877) e o Soldado e o Marinheiro (1869), a situação da Marinha brasileira pós-guerra do Paraguai. Iremos verificar que a política de abandono da instituição militar também atingiu a Marinha, apesar de ser colocada como a “guardiã” do Império, assim como o Exército nos anos finais do século XIX. Os baixos soldos, a falta de modernização de equipamentos, instalações precárias e os baixos orçamentos militares afetaram as duas forças e fizeram com que estas reagissem à monarquia brasileira.

PALAVRAS-CHAVE: Imprensa Militar, Marinha, pós-guerra do Paraguai

ABSTRACT
This article aims to analyze, through periodic Gazeta Naval (1877) and Soldier and Sailor (1869) the situation Brazilian Navy post war with Paraguay. We will check that the policy of abandonment of the military also hit the Navy, despite being placed as the “guardian” of the Empire, as well as the Army in the closing years of the nineteenth century. The low wages, lack of modernization of equipment, poor facilities and low military budgets affected the two forces and made to react to these Brazilian monarchy.

KEYWORDS: Press Military, Navy, postwar Paraguay

Por muito tempo, a temática militar foi tratada como um adendo dos estudos de história política produzidos no país. Até recentes inovações no campo da historiografia, os registros de temas militares no Brasil concentravam-se, de maneira geral, em descrição e discussão de estratégias de campanhas militares, narração de batalhas e biografias de chefes militares. Isso ocorria, segundo os críticos, porque não havia interesse em se compreender o comportamento e as instituições militares em seus contextos sociais, políticos, econômicos e culturais.

Assim, torna-se inviável pensar os fenômenos sociais, como a guerra ou revoltas militares, sem o estabelecimento prévio de estreitos vínculos com estruturas maiores, sujeitas a uma dinâmica específica e histórica, como a sociedade e a cultura.

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