A Revista NAVIGATOR é dirigida a professores, pesquisadores e alunos de História e tem como propósito promover e incentivar o debate e a pesquisa sobre temas de História Marítima no meio acadêmico.





A Batalha do Atlântico e o Brasil na II Guerra Mundial

Victor Tempone
Possui graduação em História pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2003), Pós-graduação Lato Senso em História das Relações Internacionais pela UERJ (2005) e mestrado em História Política pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2007). Atualmente é professor da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Macaé e pesquisador da Universidade do Estado do Rio. de Janeiro.


RESUMO
O presente artigo analisa as decisões estratégicas navais da Alemanha para o Ocidente durante a Segunda Guerra Mundial, especialmente após a invasão da URSS por suas forças militares e a entrada dos EUA no conflito. Destacamos o emprego dos submarinos como a principal arma de guerra naval no Atlântico, o crescimento gradativo das ações submarinas na parte sul daquele oceano e, por fim, a entrada do Brasil na guerra.

PALAVRAS-CHAVE: Segunda Guerra; Batalha do Atlântico; Guerra Submarina
ABSTRACT
This article analyzes the strategic decisions naval Germany to the West during the Second World War, especially after the invasion of the USSR by its military forces and U.S. entry into the conflict. We emphasize the use of submarines as the main weapon of naval warfare in the Atlantic, the gradual increase of the underwater action in the southern part of that ocean, and finally, Brazil’s entry in the war.

KEYWORDS: Second War, Battle of the Atlantic; Undersea Warfare

A ESTRATÉGIA ALEMÃ NA BATALHA DO ATLÂNTICO

De uma forma geral, são sobejamente sabidas as razões que motivaram o governo brasileiro a declarar estado de beligerância com a Alemanha e a Itália, em 22 de agosto de 1942: tal decisão se deu após sucessivos ataques, por submersíveis alemães, a navios da frota mercante nacional no decorrer daquele ano, processo que atingiu seu clímax com o afundamento de cinco navios e uma barcaça, no litoral da Bahia e de Sergipe, em menos de cinco dias (15 a 19 de agosto), e que redundou na perda de centenas de vidas. É muito menos conhecida, todavia, a conexão que liga estes afundamentos com a alteração na estratégia de guerra alemã ocorrida, fundamentalmente, pela incapacidade das Wermacht2 em obter, de forma célere, a almejada vitória contra o adversário soviético em 1941, repetindo o ocorrido até então em todas as campanhas militares alemãs no continente europeu.n

(Veja o artigo na íntegra na versão PDF)