A Revista NAVIGATOR é dirigida a professores, pesquisadores e alunos de História e tem como propósito promover e incentivar o debate e a pesquisa sobre temas de História Marítima no meio acadêmico.





Brasil, uma cartografia

Vasco Mariz

Embaixador, Sócio Emérito do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro; Sócio Correspondente da Real Academia de la Historia, da Espanha; da Academia de Historia da Argentina; e da Academia Portuguesa de História. É autor de diversos trabalhos, dentre eles: Villegagnon e a França Antártica (com Lucien Provençal, 2000; edição francesa de 2002); La Ravardière e a França Equinocial (2007); A música no Rio de Janeiro no tempo de D. João VI (2008); e Temas da Política Internacional (2008).

Resenha de Knauss, Paulo; Ricci, Claudia e Chiávari, Maria Pace. Brasil, uma cartografia. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2011.

Desde a sua descoberta o Brasil sempre interessou os cartógrafos de vários países da Europa. No início do século XVI, os portugueses tinham bons especialistas e seus segredos eram cuidadosamente guardados pelo próprio rei até que um retumbante escândalo ocorreu: o desaparecimento do famoso mapa de Cantino, que teve muita utilidade para os navegadores interessados em alcançar o Brasil.

Também aqui no Brasil entidades públicas e privadas foram recentemente vítimas de roubos mais ou menos sensacionais e, como resultado, fecharam quase completamente o acesso aos interessados em estudar seus melhores tesouros. A Biblioteca Nacional e a mapoteca do Itamaraty tiveram sérios problemas, ainda não plenamente resolvidos, e se encolheram aos estudiosos. Mesmo o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, detentor de uma boa coleção de mapas de valor, dificulta o acesso com alguma razão. Toda cautela é pouca porque alguns colecionadores particulares, no seu entusiasmo pela cartografia, instigam hábeis ladrões a se apossarem de obras preciosas. Até mesmo as grandes casas internacionais de leilões por vezes ainda oferecem peças de procedência duvidosa.

(Veja o artigo na íntegra na versão PDF)

Casa da Palavra, 2011.