A Revista NAVIGATOR é dirigida a professores, pesquisadores e alunos de História e tem como propósito promover e incentivar o debate e a pesquisa sobre temas de História Marítima no meio acadêmico.


A Revista Navigator recebe até 30 de setembro de 2018 artigos para composição do dossiê intitulado: “Amazônia: História Marítima, Fluvial e Naval”, organizado pelo Prof. Dr. William Gaia Farias (Programa de Pós-Graduação em História Social da Amazônia da Universidade Federal do Pará – UFPA).


A criação da Flotilha do Amazonas no ano de 1868 veio como uma das medidas de segurança do Império brasileiro no momento da Guerra do Paraguai, além de um marco simbólico da presença da força naval na região. Esta iniciativa visava garantir o controle das áreas de fronteiras fluviais, lugar onde se travaram os maiores combates na referida Guerra. A criação de flotilhas fluviais cumpria o esforço de melhorar a distribuição da força naval que era concentrada no Rio de Janeiro, além de aparelha-las com embarcações compatíveis à realidade dos rios. Afinal, como evitar as possíveis investidas em um vasto território sem a vigilância militar das fronteiras? No decorrer dos séculos XVII, XVIII e XIX a Amazônia conheceu muitas investidas de outros países americanos e europeus. No oitocentos a região passou por momentos de intensa instabilidade política, com verdadeiras batalhas pelos rios. A este respeito merece destaque a própria contestação à Independência do Brasil, cuja missão de imposição do poder nacional brasileiro foi liderada pelo mercenário inglês John Grenfell; as várias batalhas travadas pela Marinha imperial contra os rebeldes cabanos, inclusive com o deslocamento de uma esquadra da Corte brasileira à Amazônia; os conflitos políticos do alvorecer republicano, como a Revolta de 11 de Junho, ocorrida em Belém em 1891 e que empregou embarcações como a canhoneira Guarany na luta contra os revoltosos. No início do século XX, em um cenário de disputas imperialistas, corridas armamentistas e formações de blocos de influências internacionais, a Marinha, preocupada com a atuação efetiva na Amazônia e com a modernização de material e pessoal, investiu em novas medidas no campo da formação militar, controle territorial, ampliação da capacidade técnica, e na introdução das canhoneiras fluviais da classe Acre, dentre outras. No decorrer do século XX, outras unidades substituíram funcionalmente a Flotilha do Amazonas, como os comandos do 4º e 9º Distritos Navais, além da ampliação das Capitanias dos Portos e da redefinição estratégica do papel da região. Portanto, é mais que oportuno que neste aniversário de 150 anos de criação da Flotilha do Amazonas a Revista Navigator dedique um dossiê para tratar da História Marítima, Fluvial e Naval na Amazônia e convide os pesquisadores a apresentarem artigos nesta diretriz.


Observamos que a aceitação dos trabalhos é decorrente do processo de avaliação por pares. Além disso, a Navigator recebe artigos e resenhas em fluxo contínuo.
A seguir seguem as normas para adequação formal do artigo a revista:

1. Os artigos devem ser apresentados no padrão Word for Windows. Terão a extensão de 20 páginas no máximo, digitadas em fonte Times New Roman 12, com espaço entre linhas de 1,5 e com margens de 2,5cm. As notas devem ser colocadas no final do texto, bem como as referências bibliográficas;

1. Os artigos devem ser enviados para o e-mail navigator@marinha.mil.br apresentados no formato Word for Windows. Terão a extensão de 20 páginas no máximo, digitadas em fonte Times New Roman 12, com espaço entre linhas de 1,5 e com margens de 2,5cm;

2. A Revista Navigator recebe artigos nos seguintes idiomas: português, inglês, espanhol e francês;

3. As citações diretas curtas (até 3 linhas) devem estar no corpo do texto, somente entre aspas (sem itálico). As citações diretas longas (mais de 3 linhas) devem estar recuadas 4,0 cm, fonte 10, espaçamento simples. Para citações diretas e indiretas utilizamos o sistema autor-data. Exemplo: (SANTOS, 2008, p.15);

4. As notas devem ser colocadas no final do texto e devem ser apenas explicativas, reduzidas apenas às informações ESSENCIAIS para a compreensão do texto;

5. Se houver imagens, estas deverão ser, preferencialmente, digitalizadas em 300 DPI no formato TIFF ou JPG. No caso de imagens provenientes de câmera digital, a resolução deve ser a mais alta do equipamento;

6. O título do artigo deverá vir em português e em outro idioma;

7. Os artigos deverão estar acompanhados de resumo em português e em outro idioma de no máximo 10 linhas e de 3 palavras-chaves em português e em outro idioma;

8. Os ensaios seguirão as mesmas normas especificadas para os artigos;

9. As resenhas poderão ter até 7 páginas;

10. As referências de fontes e bibliografia devem ser enviadas em folha à parte. Nas Referências Bibliográficas devem constar APENAS os livros citados no artigo, segundo os exemplos abaixo:
SOBRENOME, Nomes. Título do livro em itálico: subtítulo. Tradução. Edição, Cidade: Editora, ano, p. ou pp.
SOBRENOME, Nomes. Título do capítulo ou parte do livro. In: Título do livro em itálico. Tradução. Edição, Cidade: Editora, ano, p. X-Y.
SOBRENOME, Nomes. Título do artigo. Título do periódico em itálico. Cidade: Editora, fascículo, p. X-Y, ano.

11. Os trabalhos devem ser remetidos com uma folha à parte com nome completo do autor, seguido das referências com as quais deseja ser apresentado (no máximo três linhas), endereço completo, e-mail e telefone para contato;

12. Uma vez publicados os trabalhos, à NAVIGATOR se reserva todos os direitos autorais, permitindo, entretanto, a sua posterior reprodução, com a devida citação da fonte;

13. Toda correspondência referente à NAVIGATOR deve ser encaminhada à Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha – Departamento de Publicações e Divulgação. Praça Barão de Ladário, s/nº, Ilha das Cobras, Rio de Janeiro, RJ, CEP 20.091-000, aos cuidados do Editor da Revista NAVIGATOR.

Contato: navigator@marinha.mil.br